Dicas para sua moto

Conheça 8 erros que prejudicam a moto e saiba como evitá-los

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A motocicleta é um símbolo de comodidade, sendo o veículo mais econômico do mercado e entregando a união perfeita entre baixo consumo e custo-benefício. Por conta disso, os proprietários reconhecem a importância de cuidar desse bem, evitando os famosos erros que prejudicam a moto.

Então, elaboramos este conteúdo especial em que listamos as piores práticas no tema. Assim, ajudaremos você a cuidar melhor do seu patrimônio, prolongando a durabilidade da moto e reduzindo custos com reparos e correções. Acompanhe!

Os 8 principais erros que prejudicam a moto

Antes de qualquer coisa, é interessante fazermos um destaque. Boa parte dos erros listados nasceram a partir da desinformação, o que é natural na formação do senso comum.

Felizmente, você está aqui para corrigir essa situação! Inclusive, esse é um tema importante caso você tenha a intenção trocar de moto no futuro. Agora, vamos à lista!

1. Rodar com os pneus vazios

Não só um erro, mas uma besteira! Pois veja, os pneus podem ser calibrados gratuitamente, bastando estacionar em um posto de gasolina que tenha a máquina de compressão.

Quando estão descalibrados, os pneus aumentam sua superfície de contato com o solo. Além de aumentar o consumo de combustível, a maior exposição torna esses componentes mais vulneráveis a furos, rasgos e desgastes.

Além disso, as rodas também podem ser afetadas pela negligência do proprietário, já que os pneus não serão capazes de absorver as irregularidades do trajeto, transferindo esses impactos para o elemento mais próximo — as rodas.

2. Acionar a embreagem desnecessariamente

A embreagem não é uma solução mecânica que foi projetada para ficar permanentemente acionada. Na realidade, quanto menos utilizada, maior sua durabilidade, reduzindo custos de manutenção e troca. Muitos motociclistas justificam esse acionamento enquanto parados — no semáforo, por exemplo — por garantir agilidade no engate da marcha e arrancada.

No entanto, que agilidade é essa de milissegundos que faz valer o desgaste de um componente? Portanto, sempre que parar, crie o hábito de posicionar o câmbio em ponto morto! Outra situação semelhante acontece quando o piloto fica instigando o motor com o acionamento da embreagem, subindo as rotações.

Nós entendemos que existem momentos adequados para isso, seja na preparação para uma ultrapassagem ou ao encher o motor durante uma subida. Mas fazer isso a troco de nada só serve para consumir a vida útil do componente, sem nenhum propósito funcional.

3. Abastecer em postos de bandeiras e preços suspeitos

Sim, os preços de combustível no Brasil são relativamente caros e como se não bastasse, eles variam constantemente. Entretanto, isso não é uma justificativa para recorrer aos postos de bandeira duvidosa, com promoções suspeitas.

As consequências de abastecer com gasolina batizada serão muito mais caras do que o custo imediato de abastecer em um posto conhecido. A gasolina adulterada é formada por uma mistura do combustível e demais aditivos paralelos, que estão ali para fazer volume.

Como o fluido tem uma composição desequilibrada, o motor se esforçará mais para extrair potência durante a combustão, consumindo mais do que normalmente faria. Além disso, a presença de água pode prejudicar as superfícies internas do conjunto mecânico.

4. Ignorar o nível do óleo do motor

O óleo lubrificante é o fluido básico da sua moto. Sem ele, o veículo estará fadado a superaquecer, fundir e ainda deixar você na mão. Por isso, evite o erro de não verificar o nível e torne isso em uma prática quinzenal ou pelo menos, mensal.

O óleo é responsável por refrigerar os componentes internos, lubrificar as superfícies de contato, reduzir o atrito e proteger as peças da oxidação. Por conta disso, é ainda mais importante investir no óleo adequado para a sua moto, desenvolvido especificamente pela montadora do modelo.

5. Desligar o motor durante uma descida

O famoso “descer na banguela”. A prática recebeu esse nome pelo fato de a moto não estar engrenada em nenhuma marcha, o que a um primeiro momento pode dar a ideia de economia de combustível, mas esse é um erro grave para a preservação da moto, sendo o principal mito do senso comum.

A moto pode estar desligada durante a descida, mas as engrenagens do câmbio continuarão girando, obedecendo a rotação das rodas. Com o motor desligado, a bomba de óleo não injetará fluido nas engrenagens, que trabalharão em sobrecarga, com o risco de se romperem no meio da descida.

6. Não inspecionar os freios

Esse pode ser um erro fatal, não só para a moto, mas também para o motorista. Por isso, lembre-se de sempre priorizar a sua segurança, entendendo a importância da inspeção dos freios para a sua dirigibilidade no trânsito. Esse é o tipo de prática que pode ser realizada no pátio da oficina, durante uma revisão programada.

7. Rodar com peso em excesso

Assim como os carros, toda moto conta com uma capacidade máxima de carga útil. No Brasil, esse valor é informado em quilogramas no manual do veículo, e faz referência ao peso limite suportado pelo modelo. Exceder essa marca é uma irresponsabilidade tremenda, não só com a sua moto, mas também com a sua segurança.

Pois veja, a montadora chegou nesse valor após várias baterias de teste, identificando qual as condições operacionais da moto antes de colocar o modelo no mercado. Excedendo os limites, você está deliberadamente aceitando os riscos de um acidente por desequilíbrio ou ineficiência da frenagem.

Além disso, o peso em excesso também é capaz de desgastar os componentes da suspensão no longo prazo, exigindo novos custos e reparos a serem descobertos durante a revisão.

8. Ignorar o calendário de procedimentos periódicos

Manutenções preventivas e revisões periódicas existem por um bom motivo: garantir que a sua moto sempre esteja em plenas condições. Negligenciar essas datas é perder a oportunidade de evitar problemas e economizar dinheiro no longo prazo. Mesmo com todos os cuidados básicos, as motos ainda precisam desses procedimentos para continuarem robustas e eficientes.

No fim das contas, basta apenas reforçar na memória que a mecânica desses veículos é como a de qualquer outro projeto, exigindo uma dedicação aqui e acolá para que tudo fique bem e continue funcionando da melhor forma possível.

Gostou deste post listando os erros que prejudicam a moto? Então aproveite o seu interesse no universo das duas rodas para conferir nosso post explicando o funcionamento do seguro das motos!

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